Vinte e Dois era um número triste, que vivia enclausurado entre o Vinte e Um e o Vinte e Três.
A sua composição resultou da união de dois Dois, ficando assim.
Ao longo da sua vida, sempre foi mal tratado pelos seus colegas mais velhos, o Vinte, o Vinte e Um, o Dezoito, e desrespeitado pelos seus irmãos mais novos, o Vinte e Três, o Vinte e Quatro, o Vinte e Cinco.
Durante o tempo que frequentou a escola, Vinte e Dois meteu-se com más companhias. Começou a andar com os rufias de lá, mais concretamente o Cento e Quatro, o Trinta e Nove e o Oitenta e Três.
O destino destes três números, é sobejamente conhecido.
Mas ainda havia salvação para o Vinte e Dois.
Quando a acabou a escola, Vinte e Dois estava pronto para servir a humanidade. No entanto, no seu íntimo, havia algo que lhe faltava.
Decidiu ir fazer voluntariado. Aderiu à Associação de Números Diferentes, e passou a ajudar os números primos. Desenvolveu uma relação muito próxima com Treze.
Não se casou com Treze, mas passaram a viver em união de facto. Dessa união resultaram dois rebentos, o Mil Tresentos e Vinte e Dois e o Dois Mil Duzentos e Treze.
Eis uma breve história de vida de um número.
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