terça-feira, julho 19, 2005

O ritual da casa de banho

Pelo título muitos de vós, caros leitores, esperam já uma dissertação sobre o ritual que é a ida à casa de banho por parte de todas as mulheres deste país. Mas não. Venho aqui falar sobre uma realidade que conheço e que muito admiro, mais especificamente as casas de banho públicas para os seres humanos dotados de pilinha e toda a cultura envolvente.
Comecemos então pela porta. Não foram raras as vezes em que dei por mim a olhar para o miúdo de latão colado na porta que, segurando no seu dito cujo, urina para dentro de um penico, descrevendo um jacto perfeito e consistente. Ora a minha pergunta é…porquê um miúdo e não um homem de barba rija?
Passando a porta chegamos ao urinol. Sobre este objecto tenho a dizer que o considero uma obra de arte e que a sua substituição por paredes de mármore, onde se gera uma muito maior convivência entre os utilizadores, constitui um atentado à cultura e à dignidade da nossa espécie. São várias as razões que fazem com que a maioria de nós queira ter um em casa, mas só a título de exemplo refiro o facto de não ter tampa, de evitar salpicos e de ser extremamente acolhedor.
Quanto a rituais existem vários. Uma regra essencial é nunca mas nunca urinar sem ter um urinol livre de intervalo de cada lado. Outra regra que infelismente não é cumprida pelos espécimes de idade mais avançada é que durante o acto se pode olhar para o tecto, fumar um cigarro, assobiar, meter conversa mas nunca mas nunca desviar o olhar para as mãos (e tudo o que elas estiverem a segurar) de um qualquer colega de circunstancia. Os temas de conversa a lançar nestes momentos devem-se resumir, sem espaço a excepções, a futebol, álcool, miúdas, futebol, álcool e miúdas (caso alguém vos lançe como tema literatura ou cinema desconfiem e apressem-se pois poderá ser alguém que se enganou propositadamente na casa de banho). Para finalizar, a forma de ganhar prestigio numa casa de banho em que ainda não somos conhecidos é urinar a uma distancia considerável do urinol fazendo com que não haja salpicos e o arco descrito seja comparável a um traço feito pelo Leonardo da vinci.
Passando à fase posterior, existem várias maneiras de abandonar estes espaços de culto. Há quem lave as mãos usando sabonete e as seque caso haja papel, sendo este o meu caso (quem seca as mãos naqueles secadores são os rabetas); há quem passe as mãos por água; há quem unicamente as passe pelas calças como forma de eliminar algum salpico; e há ainda quem aproveite alguma humidade existente nas mãos para as passar pelo cabelo criando aquele efeito molhado que nem alguns dos melhores gel’s não conseguem.
Posto isto resta-me deixar um…«e para o urinol não vai nada, nada, nada? TUDO!»

2 comentários:

xp disse...

Em alguns jantares 1Xis e 2H's, jantares esses povoados de pilas, costuma gerar-se uma discussão acesa que eu vou aqui confidenciar.

Geralmente, um membro da nossa comunidade a dada altura interrompe tudo e diz:

"Vocês vão a uma casa de banho onde há um urinol e uma sanita. Para onde mijam?"

Cada um tem a sua opinião, e se quiserem saber a minha, vão a um próximo jantar da mangueira 1Xis e 2H's!!

Starglix disse...

Afinal são os homens que têm um ritual da casa-de-banho!!! As mulheres são as vitimas acusadas das mais diversas coisas quando se deslocam ao W.C.!!

Revoltem-se! Somos os bodes "respiratórios" da situação!! Somos pois!!

**********Até Breve

Visitas aqui ao cú mulo da parvoíce a partir de 11/09/2007 porque perdi o outro antigo

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