Bom Dia.
Os funerais são deprimentes, e bastavam umas ligeiras alterações para que se tornassem mais animados.
Começa logo pela roupa que as pessoas levam. Vão de preto, ou com roupa escura... Se as pessoas fossem com camisas e t-shirts coloridas, com frases do género “Ainda bem que não sou eu!”, ou “Espero ir ao próximo... Mas não deitado!!”, ou até mesmo, “Funeral do Joaquim: EU FUI!”, as coisas ficavam logo um pouco mais animadas.
Podia haver também comes e bebes. Na parte do comes, podia-se assar umas febras e uns couratos. Quanto ao bebes, levava-se umas cervejas... Claro que a maior parte dos brindes seriam ao morto, ou não fosse ele o motivo da reunião!
Assim, faziam-se brindes do tipo, “E se o morto quer ser cá da malta...” Claro que o morto não ia beber nada, pelo que se concluía que o morto já não quer, nem pode, ser da malta, e bebiam os convidados...
O padre também podia ser substituído por um cantor pimba para puxar as pessoas para um pézinho de dança.
Depois contratava-se um fotógrafo, e todos os convidados tiravam uma foto com o morto, para recordação de uma tarde bem passada.
Durante a cerimónia vendiam-se umas rifas, que ajudavam nos custos, para se sortear quem iria consolar a mulher do morto após o enterro.
Podiam-se fazer concursos para advinhar como o morto morreu, ou então de escárnio e mal-dizer sobre o morto (bem vistas as coisas ele já não pode fazer nada...).
Há muito mais coisas que podiam ser feitas para tornar os funerais mais animados, mas eu julgo que estas já seriam as suficientes...
Por hoje fico por aqui, sendo certo que voltarei... (não sei é quantas mais vezes...)
Atenciosamente,
Com 1Xis e 2H’s
2 comentários:
dos melhores textos que li nos últimos tempo! ;)
e um sobre as 37 irmãs do Mazu, hã? isso é que era!
*
Lindo...
E como passaria tudo a ser mais animado...
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