sexta-feira, junho 10, 2005

Está a chover.
Estou na paragem do autocarro.
Nunca mais passa.
A impaciência, outrora caracteristica que não tinha, torna-se cada vez maior.
Estou atrasado, tenho pressa para partir.
Para onde vou?
Isso não interessa.
Também não me apetece dizer.
Se dissesse, podia ser encontrado no dia seguinte.
Avisto ao longe o autocarro.
Finalmente!, penso.
Faço sinal para parar.
As portas abrem-se.
É um bilhete, peço.
São 2 €, diz-me o motorista.
Conto o dinheiro.
Não tenho o suficiente.
O motorista pede-me para sair.
Saio.
Desanimado.
Queria tanto partir, mas não consigo.
Começo a andar.
Para onde vou?
Não digo, até mesmo porque não sei...

3 comentários:

Luís disse...

e os autocarros continuam sempre a passar. pena é não haver dinheiro... penso que a passagem deveria ser gratuita.

quando nos apetecesse ir... para qualquer sitio que fosse, deveriamos de ir e não ter qualquer tipo de impedimentos...

a pé?... espera pelo próximo... nem todos os motoristas são indiferentes...

Anónimo disse...

Se no local houver um metro, sugiro essa opção. Um bilhete custa apenas 65 cêntimos. Mas para fora da àrea metropolitana e sem dinheiro só mesmo tentanto a boleia...E já agora, um bilhete de autocarro agora custa 2 euros?? Temos que ser consistentes nos valores!

Anónimo disse...

bilhete da carris custa 1,20 € e do metro 0,70€

às vezes há autocarros que não param e outros que não nos deixam sair... nunca sabemos qual será o seguinte, nem sequer se haverá próximo.
mas continuamos na paragem...

*

Visitas aqui ao cú mulo da parvoíce a partir de 11/09/2007 porque perdi o outro antigo

Contribuidores

Arquivo Morto 1xis2hs